É só você se levantar para ir ao trabalho, de manhã, que seu filho ou sua filha faz uma carinha de tristeza, de cortar o coração...
Desde que as mulheres começaram a fazer parte do mercado de trabalho precisam enfrentar esse tipo de dilema. Pensam que estão abandonando os filhos e que eles vão sofrer muito com sua ausência. Se isso passa por sua cabeça com freqüência, não se preocupe. Seu trabalho traz mais benefícios para seu filho do que você pode imaginar.
A primeira vantagem é óbvia: o dinheiro. É uma tranqüilidade não depender apenas de uma fonte de renda. O dinheiro permite que as crianças tenham acesso a coisas que não poderiam de outra forma. Uma escola de qualidade, aulas de dança ou inglês...
Em geral, para o homem também é bom quando a mulher trabalha pois a responsabilidade de ser o único provedor é muito grande. A pressão diminui sobre ambos, o que melhora o astral em casa. Mais uma vantagem para os filhos, que podem contar com pais menos estressados e um clima leve, além do que, abre-se mais espaço para que o homem participe da vida em família e a criança ganha um pai mais participativo, que brinca e cuida dela.
A realização pessoal também conta. E aí acontece um paradoxo, pois quanto mais gostam do trabalho, mais as mulheres se sentem culpadas, encaram como se abandonassem os filhos por um motivo muito mais egoísta, que é se sentir bem com projetos pessoais.
Gostar do trabalho, porém, não deve ser motivo de culpa. Uma mãe realizada e satisfeita com o trabalho transmite confiança para o filho. O contrário também é verdadeiro: se a mãe decide ficar em casa e se sente feliz por não trabalhar, isso vai refletir na relação com os filhos.
Existe ainda outra vantagem: se você trabalha fora, a tendência é que se preocupe com o que realmente importa, passando a entender a importância da flexibilidade e que de vez em quando não tem problema ele ficar acordado até mais tarde ou tomar um sorvete. Para a criança, o resultado é uma mãe menos focada em detalhes, que se preocupa com o que é importante e não vai brigar por coisas à toa.
A criança não precisa ficar do seu lado o tempo todo para ser feliz. Ao longo da história, mesmo com as mulheres trabalhando em casa, os filhos não passavam o dia grudados em suas saias. Eles corriam e brincavam ao ar livre, sendo cuidados por toda a comunidade. E criança precisa de criança. Precisa brincar, correr, fazer amigos, desenvolver suas próprias habilidades e interesses, também por isso, a escola se mostra uma grande aliada.
Isso não significa que dá para ser uma mãe virtual, que mal está presente. 'Se a mulher sai antes da criança acordar e volta depois que ela dormiu, não há benefício', já disse a terapeuta de família Magdalena Ramos, da PUC-SP.
É importante tocar, abraçar, brincar. Quando está com a criança, a mãe deve estar inteira. Corra, ria, se jogue no chão. De nada adianta ficar assistindo à novela enquanto ela brinca sozinha no quarto.
Mesmo sabendo de tudo isso, as mulheres podem balançar. Isso porque as crianças mostram, de todas as maneiras, que preferiam que os pais estivessem em casa. Elas reclamam. E são espertas, vão reclamar daquilo que sabem que vai magoar. Se ela percebe que você se sente culpada por deixá-la, é exatamente nessa tecla que ela vai bater. Portanto, se você se sentir mais segura ao sair, vai passar esse sentimento para o filho, que ficará mais tranqüilo.
E lembre-se: para a criança, essa mãe poderosa, capaz de dar conta de tantas coisas, é uma heroína. Um modelo que vale a pena ser seguido. Por isso, não se preocupe em dar conta de conciliar trabalho e filhos: você já faz isso! Seja feliz!
PatiJensen já ouviu da filha que deveria ficar em casa e aprender a fazer bolo de chocolate... Alguém me ensina?
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