Uma escola preocupada com a vida das crianças...
Atendemos de 3 meses a 12 anos de idade.
Guaramirim - SC
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quinta-feira, 19 de maio de 2011

Ataque de birra, e agora?

O menino chovia.
E não era chuva, chuvisco, chuvinha.
Era chuva, trovão, trovoada.
Por qualquer coisa, coisinha,o menino relampejava.
A casa toda tremia, o chão até balançava, raios por toda a cozinha sempre que tinha salada.
A empregada saía correndo, e a mãe também, chamuscada.
E o menino chovendo, chovendo, pedindo macarronada.
O pai imitava macaco, a mãe dançava na pia, tudo isso por medo da chuva, e pra ver se o menino comia.
E todo dia era assim, uma chuva sem fim, chuvarada.
Por qualquer coisa, coisinha...o menino relampejava.
Os versos que começam essa reportagem do site revistacrescer.globo.com são do livro O Menino que Chovia (Ed. Companhia das Letrinhas), de Cláudio Thebas, e descreve o ataque de birra de um garoto irritado com sua família que, claro, faz todas as suas vontades.
Primeiro, vamos aos fatos. A birra acontece para a criança testar os nossos limites, expressar suas vontades e funciona até mesmo como um pedido de ajuda. Mas é inconsciente! É como se ela nos falasse: Ei, eu não sei lidar com essa frustração e explodi! Nos poucos minutos que duram o ataque, você entra em desespero. Não sabe o que fazer para controlar seu filho enquanto seu nervosismo chega à flor da pele. Lidar com esses escândalos, principalmente quando acontecem em público, é difícil mesmo, mas é bom pensar que essa é uma ótima oportunidade para educá-lo e para reverter a cena de forma que não volte a acontecer.
Educar é o desafio de toda uma vida, é cansativo, dá trabalho, mas traz recompensas maravilhosas. Para trilhar por esse caminho, o primeiro passo é manter a calma e não levar a provocação da criança para o pessoal, ou seja, se sentir desrespeitado, abusado, ou achar que seu filho está fazendo você de bobo. Não é por aí. Aquele ser tão pequenino não tem noção que mexeu com o seu orgulho ou que o desafiou, portanto, mantenha a calma, mas demonstre que desaprova o comportamento e não tolerá-lo novamente.

PatiJensen está tentado manter a calma, mas ela também chove, as vezes...

terça-feira, 17 de maio de 2011

Como falar de morte com as crianças...

Passado algum tempo das mortes na escola de Realengo, as lágrimas já secaram, a indignação adulta já diminuiu e a vida segue, certo?
Pois me deparei com a seguinte cena neste final de semana:
Chegamos, minha mãe e eu, ao quarto onde Joana brincava e reparamos que ela chorava muito, abraçando bonequinhas embrulhadas em fraldas.
- O que aconteceu, meu amor? Perguntei
- Nada não, mamãe, só estou brincando...
- De chorar? Emendei
- Não! De mamãe e filhinha. Mas elas estavam na escola e um maluco atirou e matou todas elas, agora estou chorando na tv!
Ouvimos a isso num misto de incredulidade e surpresa: tem certeza que ela tem 4 anos? Perguntou sorrindo minha mãe... 
- Não sei, mas me dê licença que vou pro quarto chorar um pouquinho...

Em tempo: no livro Menina Nina, Duas Razões para Não Chorar Ziraldo trata a morte de um jeito simples, como criança entende, singelo e bonito. PatiJensen está lendo todas as noites para a filha. E para ela também, que é meio criança quando se trata de morte...