Passado algum tempo das mortes na escola de Realengo, as lágrimas já secaram, a indignação adulta já diminuiu e a vida segue, certo?
Pois me deparei com a seguinte cena neste final de semana:
Chegamos, minha mãe e eu, ao quarto onde Joana brincava e reparamos que ela chorava muito, abraçando bonequinhas embrulhadas em fraldas.
- O que aconteceu, meu amor? Perguntei
- Nada não, mamãe, só estou brincando...
- De chorar? Emendei
- Não! De mamãe e filhinha. Mas elas estavam na escola e um maluco atirou e matou todas elas, agora estou chorando na tv!
Ouvimos a isso num misto de incredulidade e surpresa: tem certeza que ela tem 4 anos? Perguntou sorrindo minha mãe...
- Não sei, mas me dê licença que vou pro quarto chorar um pouquinho...
Em tempo: no livro Menina Nina, Duas Razões para Não Chorar Ziraldo trata a morte de um jeito simples, como criança entende, singelo e bonito. PatiJensen está lendo todas as noites para a filha. E para ela também, que é meio criança quando se trata de morte...
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