Uma escola preocupada com a vida das crianças...
Atendemos de 3 meses a 12 anos de idade.
Guaramirim - SC
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sábado, 28 de abril de 2012

Van Gogh em dia de chuva

Quem disse que criança em casa, em dia de chuva e fazer faxina combinam? Simples: alguém que não é mãe da Joana...
Primeiro foi a (brilhante) ideia de comer pingo de ouro de garfo (oi?);
Depois resolveu colocar um cachecol no cachorro, afinal está meio frio por aqui (pra sorte dele, passei na frente de balde em punhos quando ainda conseguia puxar um pouquinho de ar...);
Aí, assistindo ao DVD da Moranguinho (ideia genial, hein, dinda?), depois de comer cuca de banana, "organizar" seus brinquedos, e usar todos os meus colares, passou a fazer uma Arte (arte de artista, não de arteiro): - Oh, mãeeeeeeeeeeeeeeeeeeee! Como é mesmo o nome daquele pintor que cortou a orelha?
COMO ASSIM? Me pergunto enquanto corro desabalada da lavanderia até o seu quarto e abro a porta devagarinho, já visualizando o sangue espalhado...
- O que você quer saber, Joana?
- É que eu queria desenhar flor de sóis na minha folha para ver se para a chuva, mãe...

PatiJensen jurou que vai contratar uma empregada... ou uma babá... ou as duas...



Criança tem cada uma...

Então que o pai da minha criança, empolgadíssimo com um assunto, começou a falar meio alto enquanto conversávamos.
Algum tempo depois, vou colocar Joana na cama e ouço:
- Mamis, ouvi vocês brigando, vão se separar?
- Claro que não, amor! Só estávamos conversando...
- Ai, que alívio! Eu ia sentir uma saudade de você...

PatiJensen tá até agora procurando a cara no chão. E acha que não vai mais encontrar...

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Rezar na escola, pode?

Este texto não é sobre religião, é sobre religião na escola. O que é infinitamente diferente.
Lendo um texto muito bom da Mariana Zanotto, do bloghttp://pequenoguiapratico.blogspot.com.br/, me peguei pensando sobre meu próprio comportamento sobre rezar ou cantar músicas na hora da refeição. Como concordo com sua fala em gênero, número, grau e todas as ambiguidades e auês que certamente criou, e o recrio aqui:

"Religião na escola, mas ôe?

...

Com dois anos recém completos, Alice frequentou uma escolinha infantil perto de casa. Nunca morri de amores pela escola, que tinha um espaço bem chinfrim e um estilo meio caretão. Mas ficava a dois quarteirões da minha casa, e isso falou mais alto. Eu achava que a escola não tinha muito como errar com crianças de dois anos, desde que elas brincasses bastante (e brincavam) e fossem bem cuidadas (e eram). Enfim, achei que dava pro gasto...

...Um dia ela juntou as mãozinhas antes do jantar, agradeceu ao Papai do Céu pela refeição e disse amém. Soou na minha cabeça um alarme bem alto e com luzes piscantes. Mané amém, gente! Minha filha não foi para a escola para aprender a rezar, correto? Isso faz parte da esfera privada, das crenças da família. Se eu quiser, rezo com ela. Uma oração católica, ou muçulmana, ou budista, do candomblé, wicca, o que quer que seja. Ou nenhuma. Isso não pode, de forma alguma, partir da escola.

Acontece que existe no Brasil essa mania de se achar que todo mundo é religioso - cristão, para ser exata. É como se nós fossemos cristãos de fábrica. Falar amémvai com Deus ou Deus te abençoe é normal como dar bom dia (na verdade é MAIS normal do que dar bom dia). E isso é legal se demonstra cuidado, carinho, good vibes ou o que quer que seja. Mesmo sem acreditar em Deus, eu não vou me ofender se alguém me diz vai com Deus, claro que não. Vou é agradecer pela intenção (até porque uma bençãozinha de vez em quando nunca é demais). Cada um com a sua crença, descrença ou meia-crença, certo? Mas se a professora da minha filha, dentro da escola, ensina os alunos a rezarem, isso me ofende sim. Pois a professora tem uma responsabilidade que alguém que me diz "vai com Deus" na rua não tem. E botar a criançada para rezar, seja para o deus que for, demonstra: ou uma absoluta falta de percepção de que as pessoas são diferentes, ouuma absoluta falta de respeito com as diferenças.

Enfim, como o Brasil é um país que se diz laico mas de laico não tem nada, a coordenadora ficou completamente surpresa quando eu fui até a escola questionar a reza. Ela disse que aquilo é só uma musiquinha, "sem caráter religioso". Oi? A criança disse amém com as mãozinhas postas - se isso não tem caráter religioso, eu não sei o que tem.

Se a professora ensinasse as crianças a invocarem orixás antes do lanche, será que a coordenadora continuaria achando que isso não tem caráter religioso? Se cantassem uma música hinduísta, ou judaica, para agradecer a refeição, elas seriam só musiquinhas? E se todas virassem em direção à Meca e tocassem as testas no chão? Posso imaginar o escândalo. Mas amém pode. Papai do Céu pode. Porque isso não é religião, imagina.

Bom, se a coordenadora acha que não tem nada de mais, então a escola não serve pra gente, porque o nosso conceito de qual é o papel de uma escola passa bem longe disso."

PatiJensen reza com a Joana todas as noite. Em casa. E não vê diferença entre a professora que reza e a que faz oferendas. Mas na escola, não!

Tô voltando...

Assim eu estou de volta! Com muitas idéias na cabeça e velocidade nos dedos... segurem-se!