Para crianças até 5 anos, esse desabafo é uma forma de comunicação importante.
imagens: seispessim.blogspot.com
O choro transmite o que os pequenos não sabem dizer. Antes de entrar em desespero e chorar abraçada a ele, é preciso aprender a identificar a mensagem que ele quer transmitir.
Adaptar-se ao ambiente e à equipe da escola, despedir-se da família, avisar que a fralda está suja, perder um brinquedo para um colega... Pode não parecer, mas a vida de uma criança tem uma porção de desafios e uma boa dose de estresse! Sem contar com a fala bem desenvolvida, os pequenos não têm muitas opções além das lágrimas, que podem acompanhar chorinhos sofridos ou mesmo choradeiras de assustar a vizinhança.
Para o educador, enfrentar momentos como esses está longe de ser fácil, mas é mais simples, pois ele conhece o desenvolvimento infantil e há acolhimento e uma permanente construção de vínculos afetivos com os bebês e as crianças - um trabalho fundamental, que começa ao iniciarem a adaptação e segue ao longo do ano.
Para decifrar as lágrimas, é preciso ter em mente que o objetivo dos bebês é comunicar que algo vai mal. Eles relacionam o choro a uma reação boa afinal alguém vem atendê-los. Esse é o jeito que eles têm de dizer ‘estou tentando lidar com um problema, mas não está fácil’. Por isso, devem-se evitar idéias preconcebidas e tentar entender o que o choro expressa, com calma.
O choro não significa que a criança não gosta da escola ou da professora ou que algum amigo está maltratando seu bebê. Não é raro que um simples conflito tome proporções de catástrofe mundial, com direito a gritos, sacudidas pelo chão e soluços sem fim, além de dias e dias chorando assim que dobram a esquina da escola, mas melhor é mostrar que entende o problema e pedir que ela respire fundo, lave o rosto e sente no seu colo, passando a mensagem de que você confia que ela vai se acalmar.
Confie na escola e em seus profissionais, que devem ser aptos a ajudar a criança neste momento, brincando junto e estando próximos, atentos às realizações e descobertas dos pequenos.
Dar atenção nesses momentos, e não apenas na hora de impor limites, gera tranqüilidade e faz o pranto diminuir e já descobrimos que carinho gera ganhos consideráveis em termos de autonomia, não é?
E não perca a chance: respire fundo e tome fôlego também: essa crise já vai passar!
PatiJensen também quer se jogar no chão e chorar quando as coisas não funcionam à seu jeito... Mas não faz... sempre...

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